March 22, 2011

Meu dia de Zangief

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Vendo toda essa confusão envolvendo o gordinho Zangief e o magrinho levando o pilão, lembrei de um fato parecido ocorrido com quem vos escreve, no longínquo ano de 1995. Na época, com 10 anos, eu era vítima fácil dos colegas mais populares. Uma série de fatores contribuíam para isso, entre elas a razão favorita de 10 a cada 10 bullyers: a aparência. Ao contrário do famoso gordinho australiano, meu caso era o inverso. Eu era tão magro, que não duvido que conseguissem observar todo o meu esqueleto usando apenas o farol alto de um carro. Minhas orelhas topogigianas davam o toque final à minha aparência abençoada por Deus.

Tipo eu.
Tipo eu.

No meu caso, havia um agravante. Eu estudava em um colégio particular cujo público alvo era a classe média alta da zona norte carioca. Classe social essa que eu não me enquadrava. Meus pais fizeram um grande esforço para manter eu e meu irmão neste escola, julgando que o esforço compensaria. Mal sabia eles que depois de todo o sacrifício, o filho resolvesse virar jornalista. Mas divago. Enfim. Enquanto meus colegas usavam tênis Mizuno arco-íris (juro que na época não soava tão gay) eu usava aquele modelo basicão da Olympikus (lembra?). Lá eu aprendi, apesar de não entender, que suas chances com as meninas aumentavam consideravelmente se sua mochila fosse da Osklen, em vez da mochila de rodinha que você gostou tanto no Carrefour.

Voltando ao caso Zangief, havia um grupo cuja diversão principal era jogar giz na cabeça de moleques como eu, entre outras demonstrações gratuitas de macheza infantil. Lembro bem que entre os bullyers, havia um que vamos chamar de Pedro, porque esse era mesmo o nome dele. Pedro era um garoto tão magro quanto eu que, apesar de possuir orelhas em proporções naturais, era… manco. Você deve estar estranhando o fato de um garoto com características tão perfeitas para ter sua cueca puxada até seus ovos dividirem-se entre hemisfério norte e sul estar no grupo dos valentões. A resposta é simples: sua família possuía muito dinheiro e ele era o responsável pelas melhores festas. Festas essas que eu, evidentemente, nunca participei.

Famoso cuecão
Famoso cuecão

Aqui começa a minha história Zangief style. Em um momento de ausência da professora, o grupo do Pedro resolveu iniciar uma das famosas guerras de giz, que poderia facilmente ser renomeada de tiro-aos-nerds. Aliás, nerd é outra palavra que mudou seu sentido com o passar dos anos. Ser chamado de nerd , na época, só podia ser comparado na escala de xingamento ao “filho de puta com pai presidiário”. Hoje, é cool. Todos querem ser “nerds”. Mas voltemos ao ponto. Estávamos no meio dessa guerra de giz, quando me levantei para posicionar-me em um dos cantos, de forma que eu pudesse ao menos saber de que direção vinha o giz que acertava o meu olho. Neste momento, o nosso anti-herói Pedro, tentou me dar uma banda. Notei que seus amigos estavam entretidos demais para acobertar o parceiro “dono da festa”. Em um súbito momento de raiva acumulada e coragem restrita ao momento oportuno, chutei a única perna com a qual o manco poderia contar, fazendo todo o seu pouco peso acumular-se sobre a perna ruim, acontecendo o óbvio.

O grande Pedro, com seu 40 kgs, uma perna podre e seu tênis Mizuno, pôde observar à pouquíssimos centímetros de distância a cor do chão no qual ele costumava arrastar aquela perna houseana, enquanto exalava seu ar de superioridade, cujo único alicerce era a possibilidade de promover boas festas com o dinheiro de seus pais. Por poucos segundos a sala parou. Por mais que muitos reprimissem a vontade de gargalhar ou comemorar, era clara a vontade de todos - incluindo seus “amigos”. Neste momento a professora retornou, sem observar Pedro ainda se levantando. Ninguém mais voltou no assunto. Nem Pedro que não queria relembrar o ocorrido, nem seus amigos, que preferiram fingir que nada viram.

Seria mentira dizer que a perseguição parou, mas diminuiu bastante. Até o dia que mudei de escola e fui jogado em uma lata de lixo. Mas aí é assunto para outro post. Só sei que esse momento, meus queridos leitores, foi o auge do meu ginásio. O dia em que bandei um manco!

Diogo Costa

March 26, 2008

Piolho

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Menina de 3 anos morreu depois que a mãe aplicou agrotóxico na cabeça da filha pra matar os piolhos.

Não é piada de português.

Mas e os piolhos? Morreram também?

Rafemo

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74 milhões de votos no bbb de ontem. Mais do que o Lula recebeu. Mais do que o PIB do Acre. Menos do que desviaram no valerioduto. Menos que a quantidade de Aedes Aegypti no Rio.

March 24, 2008

BBB

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Eu queria muito entender esse ódio das pessoas pelo Bigui Bróder. Todos criticam, ninguém assiste. Por mais que os índices de audiência continuem nas alturas.

É babaca? Não tem cultura nem conteúdo? E daí? Desde quando um programa de entretenimento precisa ter essas características? Desde sempre programas toscos como Ana Maria braga, Faustão, Gugu, novelas, Celso Portioli e Silvio Santos estão aí para serem criticados, mas isso não ocorre com a mesma verocidade que as críticas pro BBB.

É incrível também como todos esses que falam mal sabem de cada detalhes da parada. É sempre a mesma história: “acabei vendo sem querer quando fui passar o canal.”

Merda nenhuma. Viu porque quis.

Eu acho que criticar o BBB é modinha. Sempre os mesmos argumentos falidos facilmente contestados.

Quem não gosta, ignora; não fica fazendo propaganda por aí.

Até os monges.

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Você descobre que o mundo está acabando quando os monges tibetanos (aqueles carequinhas pacifistas que usam vestidos) promovem quebra-quebra e tumulto em protestos.

March 20, 2008

Ainda a honestidade…

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O flanelinha que devolveu a carteira pro velho está sendo motivo de chacota entre os amigos. Tão dizendo que o cara é idiota por não ter ficado com o dinheiro.

***

Idiota é a vagabunda da tua mãe, excremento maldito.

March 18, 2008

Agora é moda!

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Desde que o Fantástico fez um teste de honestidade com os brasileiros, anda chovendo matérias na imprensa idolatrando os honestos.

- Flanelinha acha dinheiro e devolve
- Técnico encontra cheques e procura dono para devolver

É por causa disso que brasileiro é um povo desonesto e aproveitador. Se você idolatra um cara que faz algo que deveria ser normal, logo, você está tornando essa pessoas anormal. Um exceção. Estão colocando os caras no olimpo.

Entenderam? Nem eu! Mas que tá certo, isso tá.

March 17, 2008

Não tá certo?

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Uma garota de 12 anos fugiu com o namorado de 18. A mãe vai à polícia e denuncia o desaparecimento.

O namorado é maior de idade. A menina é criança, segundo a lei. Logo, isso aí é safadeza com menor, ou estupro presumido, na forma constitucionalmente correta.

Tá, e daí?

Daí que pro namorado não ser preso, a garota se apresentou à Delegacia. Quando foi conversar com o delegado, acabou discutindo e dando um boxe no olho dele.


Delegado foi a nocaute

Colocaram a trombadinha na cela (sozinha, fique claro.) e a galera do direituzumano foi em cima do delegado.

Tá, e daí?

Daí que a culpa é dos pais da garota, que não souberam educar. Tirem a piveta de lá e joguem os pais. Tô errado?

Link da matéria aqui.

March 13, 2008

Tem traveco no SUS

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Fiquei sabendo que o Hospital dos Servidores do Estado, no Rio de Janeiro, está fazendo cirurgias plásticas. Legal, né?

Não, não é legal. Tem travesti - ou transexual, na forma politicamente correta - colocando bunda de silicone enquanto nego morre de câncer na fila. Na minha opinião, se as Isabelitas dos Patins querem turbinar a retaguarda, que façam em hospitais particulares. Tô errado?

March 12, 2008

Boa, PF!

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Um câmera - ou “repórter cinematográfico”, na forma politicamente correta -, conseguiu flagrar um agente da Polícia Federal do Ceará impedindo a permanência de um turista espanhol. veja na íntegra as falar do policial:

“Eu não vou autorizar o senhor a entrar no meu país sem ter um endereço fixo. O senhor vai voltar para o seu país .”

“Os atos da Polícia Federal do Brasil são recíprocos aos atos da Polícia Federal na Espanha. O senhor vai voltar pelos mesmos motivos que os brasileiros estão voltando do seu país.”

Só eu quase chorei de emoção? Reciprocidade, meu garoto!






















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